O início do mês de maio fica marcado por um forte alerta à segurança rodoviária, após o balanço da Operação Páscoa 2026 ter revelado o cenário mais grave dos últimos anos nas estradas portuguesas. Entre 2 e 6 de abril, registaram-se 20 mortos, 53 feridos graves e 845 feridos leves, num total de 2602 acidentes.
Os números, significativamente superiores aos de 2025, estão a servir de ponto de partida para reforçar o apelo à mudança de comportamentos por parte de condutores e restantes utilizadores da via pública.
É neste contexto que a Prevenção Rodoviária Portuguesa (PRP) volta a mobilizar o país para o Movimento Maio Amarelo, iniciativa internacional dedicada à sensibilização para a prevenção rodoviária.
A campanha de 2026 centra-se numa mensagem direta, “No trânsito, ver o outro é salvar vidas”, procurando reforçar a importância da atenção, do respeito e da responsabilidade individual. O objetivo passa por travar a tendência crescente da sinistralidade, apelando a mudanças concretas de comportamento ao volante.
“Sabemos o que está na origem da maioria dos acidentes: excesso de velocidade, álcool, distração. O problema não é falta de informação, é a dificuldade em mudar comportamentos”, afirma Alain Areal, presidente da PRP.
Ao longo de todo o mês, estão previstas várias ações de sensibilização em Portugal, envolvendo entidades públicas, privadas e cidadãos. Nos primeiros dias, diversas organizações já começaram a associar-se à campanha, partilhando conteúdos e promovendo a mensagem junto da população.
Portugal continua entre os países da União Europeia com piores indicadores de sinistralidade rodoviária grave, realidade que reforça a urgência da iniciativa. Para a PRP, a resposta passa por uma mobilização alargada da sociedade.
“A segurança rodoviária não depende apenas das autoridades. É uma responsabilidade partilhada. Depende de todos. Cada comportamento conta”, sublinha Alain Areal.
Com o impacto dos recentes dados ainda presente, o Maio Amarelo arranca assim em Portugal com um objetivo claro, reduzir acidentes e salvar vidas através de uma mudança efetiva de atitudes na estrada.
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