A arquiteta paisagista Margarida Cancela d’Abreu é a vencedora da 7ª edição do Prémio Gonçalo Ribeiro Telles para Ambiente e Paisagem de 2025, anunciou hoje o júri.
Numa nota, o júri do prémio, presidido pela arquiteta paisagista e professora da Universidade de Évora Aurora Carapinha, também ela já galardoada em 2020, revelou que a entrega da distinção irá decorrer às 17:00 do dia 23 de maio, no Museu Municipal da Câmara Municipal de Coruche.
O Prémio Gonçalo Ribeiro Telles para Ambiente e Paisagem, criado em 2019, homenageia anualmente personalidades com trajetórias relevantes na valorização do ambiente, território e paisagem em Portugal.
A distinção é uma iniciativa da família de Gonçalo Ribeiro Telles, do Instituto Superior de Agronomia da Universidade de Lisboa, da Universidade de Évora, da Causa Real, da Ordem dos Engenheiros, da Associação Portuguesa dos Arquitectos Paisagistas (APAP) e da Câmara Municipal de Lisboa.
Nas suas redes sociais, a APAP “manifesta, com particular júbilo e profundo reconhecimento, a sua mais calorosa congratulação” a Margarida Cancela d’Abreu, salientando que a distinção “honra não apenas um percurso ímpar, mas também uma forma de estar na profissão que elevou, com rara consistência, o sentido ético e cultural do ordenamento do território”.
“Desde o início da sua atividade, logo após a conclusão do Mestrado no Instituto Superior de Agronomia, em 1971, Margarida Cancela d’Abreu afirmou uma visão clara e exigente da Arquitetura Paisagista, integrando-a nos processos de planeamento urbano e habitacional, num tempo em que tal abordagem se encontrava ainda em afirmação”, salientou a APAP, associação de que a laureada foi fundadora, em 1976, e presidente, entre 2009 e 2012, tendo recebido o estatuto de Membro Honorário em 2015.
Maria Margarida Sá Luz Coruche Cancela D’abreu integrou a Secretaria de Estado do Ambiente na década de 1970, “contribuindo para instrumentos legais que vieram a moldar a prática do planeamento territorial contemporâneo” e, paralelamente, ingressou na Universidade de Évora como professora convidada (1976-2011), onde, com Gonçalo Ribeiro Telles, integrou o corpo docente fundador da primeira licenciatura que veio a ser oficialmente reconhecida em Arquitetura Paisagista.
Entre 1987 e 2007 foi quadro superior da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo, tendo sido Diretora Regional de Ordenamento do Território.
“Ao longo de todo o seu percurso, destacou-se pela coerência de uma prática alicerçada na defesa dos princípios ecológicos, numa visão humanista do território e numa valorização constante do trabalho em equipa como instrumento de construção coletiva. A sua intervenção revelou sempre uma notável capacidade de antecipação e uma lucidez crítica que continuam a inspirar a disciplina”, acrescentou a APAP.
Além de Aurora Carapinha e do antigo vereador da Câmara Municipal de Lisboa José Sá Fernandes, que venceram em 2020, a distinção foi já atribuída aos arquitetos paisagistas Teresa Andresen (que venceu a 1.ª edição, relativa a 2019), Alexandre Cancela d’Abreu e Fernando Santos Pessoa (2021), Manuela Raposo Magalhães (2022) e João Gomes da Silva (2024) e ao advogado Augusto Ferreira do Amaral (2023).
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