A Câmara do Cartaxo fechou o ano de 2025 com um saldo positivo líquido de 6,3 milhões de euros, segundo o relatório de contas que foi apresentado na reunião do executivo de quinta-feira, 16 de abril.

Segundo o presidente da Câmara, João Heitor, as receitas líquidas cifram-se nos 38,3 milhões de euros, aumentando 7,5 milhões em relação a 2024, o que segundo o autarca “demonstra solidez da execução orçamental. No campo da despesa o valor cifra-se em 37,5 milhões de euros (mais 8,5 que em 2024) dos quais 7,4 milhões são de despesa capital em várias obras e na manutenção e melhorias dos serviços municipais e em investimentos como a beneficiação da rede viária, a reabilitação da rede de saneamento dos Casais Lagartos, da requalificação da circular urbana (que deve arrancar em maio deste ano), entre outros “projetos estruturantes”. A execução orçamental ascende a 90% no que toca à receita e a 73% na despesa.

O autarca social democrata esclareceu também que a redução da dívida se cifrou em 6,2 milhões de euros, correspondente ao limite legal em vigor de 1,5% das receitas médias cobradas nos últimos três anos, deixando ainda 44,2 milhões de euros de dívida restante. João Heitor garantiu que no final deste ano o valor abatido será ainda maior.

“Continuamos a enfrentar desafios financeiros tendo em conta o valor global da dívida ao Fundo de Apoio Municipal e as limitações daí resultantes” alertou João Heitor, garantindo ainda assim que os resultados de 2025 confirmam o caminho de “recuperação financeira e de investimento na comunidade e na melhoria da qualidade de vida dos munícipes”.

O documento foi aprovado por maioria, com as abstenções dos vereadores eleitos pelo Partido Socialista e do CHEGA.

Ricardo Magalhães (PS) deixou algumas críticas ao documento, apontando como principais problemas a desigualdade no investimento nas freguesias, com a freguesia de Cartaxo e Vale da Pinta a ter um investimento muito superior às restantes; a falta de medidas no combate à crise da habitação e ainda os oito milhões de euros que diz estarem parados numa conta, a ganhar um juro baixíssimo devido à situação económica atual, e que poderiam ser usados para resolver alguns problemas reclamados pela população.

O vereador do CHEGA apresentou como principais preocupações o envelhecimento do quadro de pessoal do munícipio, pedindo um plano de rejuvenescimento dos quadros e a carga fiscal elevada, derivada da intervenção do FAM no município.

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