A Fundação Mendes Gonçalves celebrou o seu primeiro aniversário com o Fórum Regenerar 2026, um encontro dedicado à regeneração do território e das comunidades, realizado na Golegã e centrado em temas como a educação, a nutrição e a agricultura regenerativa, que decorreu na quinta-feira, 23 de abril, no cineteatro Elisa Tavares Bonacho, na Golegã.

A sessão de abertura contou com a intervenção de Carlos Mendes Gonçalves, que destacou o percurso feito pela fundação desde a sua criação e o trabalho desenvolvido ao longo do primeiro ano de atividade. “O trabalho que foi feito num ano é absolutamente extraordinário, absolutamente incrível. Para mim, totalmente inimaginável aquilo que seria possível fazer”, afirmou, acrescentando que foram lançados “alicerces muito fortes” para o futuro. Sublinhou ainda que o objetivo é mostrar que “através de uma atividade económica rentável, bem gerida, gerida pelas melhores pessoas, será possível transformar o mundo, começando por transformar o nosso mundo e sendo um exemplo para outros”.

Nessa mesma intervenção, o presidente do Conselho de Administração da Fundação Mendes Gonçalves recordou que a fundação nasceu em agosto de 2023 e que, desde então, foi possível reunir uma equipa e parceiros para construir o que hoje existe. “Estamos a começar agora da Golegã para o mundo”, disse, referindo que o propósito da fundação é ir mais longe e afirmar um projeto com impacto para além do território.

Em exclusivo ao Notícias do Sorraia, Carlos Mendes Gonçalves fez também um balanço muito positivo deste primeiro ano. Considerou “extraordinário” o trabalho realizado pelos colegas e destacou os “grandes alicerces” preparados para o futuro. Entre os próximos passos, revelou que a fundação vai avançar com a escola e que a primeira pedra deverá ser lançada ainda este ano. “Finalizámos o curso das amas, que já vão começar a trabalhar entretanto, e fizemos uma parceria com o IKEA para colocar o mobiliário para começarem já a trabalhar”, explicou, acrescentando que existem vários projetos previstos para o próximo ano, no seguimento do plano “educar, regenerar e nutrir”.

Na sua intervenção na sessão, Diogo Rosa, vice-presidente da Câmara da Golegã, sublinhou a importância de o concelho acolher uma iniciativa desta dimensão, que junta fundações, associações, decisores e especialistas para debater modelos de produção e consumo mais sustentáveis. Destacou ainda a ligação profunda da Golegã à agricultura e ao território, bem como a responsabilidade do município na promoção de boas práticas ambientais.

“Hoje estamos aqui também para falar de um tema importante, que é a regeneração”, afirmou, acrescentando que o evento “nos coloca no centro desta discussão sobre como é que podemos adotar hábitos de produção, de consumo, que sejam mais sustentáveis e que, no fundo, protejam os nossos ecossistemas”. O autarca referiu também que a Golegã tem “a sorte e a responsabilidade de ter a agricultura como um dos principais motores económicos do concelho”, frisando o peso da Reserva Natural do Paul do Boquilobo e da reserva da biosfera associada.

Diogo Rosa destacou ainda que, nos últimos tempos, o Cine Teatro Elisa Tavares Bonacho foi reabilitado e inaugurado em novembro de 2024, tendo acolhido 32 eventos e cerca de 4.000 pessoas, numa aposta em dinamizar a vida cultural local e em criar sinergias com a Fundação Mendes Gonçalves. Sublinhou também que a autarquia tem em curso vários projetos na área ambiental e da educação, com investimentos em gestão de água, resíduos e reabilitação de espaços escolares.

O Fórum Regenerar 2026 reuniu, segundo o programa, sessões dedicadas à regeneração de legados, à educação, à nutrição e à apresentação de projetos da Fundação Mendes Gonçalves, terminando com um sunset de celebração do 1.º aniversário da FMG. O encontro juntou vários convidados, especialistas e representantes de entidades ligadas ao território, à comunidade e à inovação social.

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