A Câmara da Golegã quer legalizar a pesca ao lagostim nas massas de água da Reserva Natural do Paul do Boquilobo, revelou o vice-presidente do município, Diogo Rosa, na sequência da reunião da comissão cogestão da reserva, que engloba os municípios de Golegã e Torres Novas e várias entidades e associações ambientais.

O autarca explica que o Lagostim Vermelho do Luisiana é uma espécie invasora que tem causado “graves impactos na biodiversidade da reserva” e defende a criação de um regulamento que defina “dias e locais de pesca” e a aplicação de uma taxa simbólica que reverterá “diretamente para a conservação da natureza”. O regulamento deve ainda prever medidas que reduzam os impactos negativos da atividade nas aves e outras espécies protegidas que habitam o Paul do Boquilobo.

“Esta medida permitirá não só reduzir a presença desta espécie nociva, como também assegurar maior controlo e segurança para os pescadores”, garante Diogo Rosa, relembrando que a atividade é praticada à margem da lei e não há qualquer tipo de monitorização e fiscalização.

Diogo Rosa deixa ainda a garantia que a comissão continua empenhada em encontrar um equilíbrio entre a valorização e atração de público à Reserva Natural do Paul do Boquilobo e a proteção da natureza.

Na sua intervenção na reunião, Diogo Rosa alertou ainda para a necessidade de reparar as estruturas de observação da biodiversidade, que foram danificadas durante as cheias que afetaram o concelho durante o mês de fevereiro, bem como da secção do passadiço que foi furtada, com estas intervenções a serem asseguradas pela Câmara da Golegã.

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