Um homem de 61 anos ficou em prisão preventiva depois de ter sido detido pela PSP por suspeitas da prática de dois crimes de roubo e um crime de ofensa à integridade física qualificada, no âmbito de uma investigação conduzida pela Divisão Policial de Vila Franca de Xira.

A detenção ocorreu no dia 31 de agosto, fora de flagrante delito, através do cumprimento de um mandado emitido por uma Autoridade de Polícia Criminal da PSP, tendo em vista assegurar a presença do suspeito em primeiro interrogatório judicial.

Segundo o Comando Metropolitano de Lisboa da PSP, os factos investigados ocorreram em dezembro de 2025 e agosto deste ano, estando em causa, entre outros episódios, um roubo alegadamente cometido em conjunto com outros dois indivíduos.

As diligências realizadas pelos investigadores permitiram, segundo a polícia, corroborar a participação do suspeito no crime, numa atuação que a PSP considera demonstrativa de “um modo de agir concertado e organizado”.

Para as autoridades, os elementos recolhidos durante a investigação revelam igualmente “uma significativa propensão para a criminalidade patrimonial violenta”.

O homem é ainda suspeito de ter participado numa agressão junto à residência de uma terceira pessoa, numa ação que terá envolvido outros indivíduos e da qual resultaram danos materiais e ferimentos.

De acordo com a PSP, as agressões terão sido praticadas com recurso a uma arma branca, considerando a polícia que estes factos “reforçam a perceção de um comportamento associado à violência e à perturbação da ordem e tranquilidade públicas”.

A investigação apurou ainda que o suspeito possui diversos antecedentes criminais, sobretudo relacionados com crimes contra o património, nomeadamente roubos e furtos qualificados.

A PSP refere que o homem apresenta “um percurso persistente de envolvimento em atividade criminosa” e que já cumpriu anteriormente uma pena de prisão efetiva, situação que, segundo as autoridades, “não se revelou suficiente para o afastar da prática de ilícitos criminais”.

Após a detenção, o suspeito permaneceu nas salas de detenção do Comando Metropolitano de Lisboa até ser presente à autoridade judiciária.

Na sequência do primeiro interrogatório judicial, foi determinada a aplicação da medida de coação de prisão preventiva, considerada a mais gravosa prevista na lei.