Um homem de 48 anos faleceu na tarde de domingo, 10 de maio, após uma alegada crise de epilepsia e de ter estado mais de 50 minutos à espera dos socorristas, na Moita do Lobo, na freguesia de Almoster, concelho de Santarém.

O alerta foi dado pelas 17h54 pelo pai da vítima depois de o homem ter começado a ter convulsões e ficar inconsciente. O CODU classificou a ocorrência como grau de prioridade 2, que devia ter sido respondida em 16 minutos, mas pelo menos 10 minutos foi o tempo que demorou a que os Bombeiros Voluntários de Santarém fossem acionados, e foram dirigidos à localidade errada. A Viatura Médica de Emergência e Reanimação do Hospital Distrital de Santarém não estava disponível.

Quando os elementos receberam a morada correta, foram também informados da alteração para a prioridade máxima, uma vez que a vítima já estaria em paragem cardiorrespiratória. Uma vez que a equipa dos Bombeiros Voluntários de Santarém não dispunham de desfibrilhador solicitaram o acionamento da VMER. A de Santarém estava inoperacional e a das Caldas da Rainha estaria empenhada noutra ocorrência.

Em declarações à CNN, o comandante dos Bombeiros Voluntários de Santarém, Rui Saramago, explicou que a ambulância acionada era de “terceira linha” e por isso não dispunha do dispositivo de disfibrilhação. Quanto à demora que resultou no falecimento de José Luis, o comandante afirma que não havia muito a fazer, uma vez que a distância entre o quartel e a localidade demora cerca de meia hora a ser feita, por um caminho difícil. Mesmo sem o engano na morada a equipa de socorristas iria demorar muito mais do que os oito minutos solicitados para responder a ocorrências de prioridade 1.

“Se tivermos uma pessoa em PCR ao nosso lado tem 49% de possibilidade (de sobreviver) (…) demoramos uma hora a trazer a pessoa até ao Hospital Distrital de Santarém”, afirmou Rui Saramago à CNN, justificando que cada viagem demorou cerca de meia hora a completar, dada à distância.