Santarém, através da Câmara Municipal, pode ter um papel auxiliador ao Governo de Portugal, a ultrapassar o impasse verificado com o Centro Interpretativo do 25 de Abril, que teve várias localizações possíveis, mas que até agora não saiu das intenções.

Depois de ter inicialmente projetado para as atuais instalações do Ministério da Administração Interna (MAI), no Terreiro do Paço, onde decorreu parte da ação do 25 de Abril, o Governo confirmou agora que “a solução protocolada”, com a Associação 25 de Abril, assentava num pressuposto que é atualmente inviável”, uma vez que este ministério “continuará a funcionar no local atual”.

Também “não foi protocolado, e não está neste momento prevista esta utilização para a área do Terreiro do Paço ocupada pelos serviços do Ministério da Agricultura”, acrescenta a mesma fonte em declarações à Agência Lusa.

Segundo o Ministro da Presidência António Leitão Amaro, este domingo, na CNN Portugal, o impasse está em vias de ser ultrapassado, estando o Governo a estudar vários locais, como a Pontinha, onde o MFA tinha o seu posto de Comando, mas também Santarém, depois de João Teixeira Leite, ter feito chegar uma proposta ao Governo, para instalar na antiga Escola Prática de Cavalaria o Centro Interpretativo do 25 de Abril.

João Teixeira Leite confirmou já que propôs “ao Governo que o Centro Interpretativo do 25 de Abril possa ser instalado em Santarém”.

O autarca revela que “o Município tem total disponibilidade para acolher este projeto de inequívoca relevância nacional”, considerando que “Santarém é, pela sua história, o local natural para o concretizar: foi da antiga Escola Prática de Cavalaria que partiu, na madrugada de 25 de abril de 1974, a coluna liderada por Salgueiro Maia, num momento decisivo para a conquista da liberdade e da democracia”.

O Município considera que a antiga Escola Prática de Cavalaria “reúne condições únicas para uma concretização rápida e sem constrangimentos, permitindo dar ao projeto a dignidade que o 25 de Abril exige”.

O Ministro Leitão Amaro demonstrou disponibilidade governamental para instalar o espaço fora de Lisboa, facto que João Teixeira Leite aplaude, considerando que Santarém tem uma localização “central e as boas acessibilidades”, o que reforça “o seu potencial como polo de memória, visitação e estudo, contribuindo também para a coesão territorial, o País não é só Lisboa e Porto é a oportunidade da política pública mostrar ao País que defende verdadeira descentralização”.

Confirmando que no momento existe já o estudo prévio e o projeto de execução em fase de desenvolvimento, João Leite considera que esta era uma forma de “honrar o legado de Salgueiro Maia no local onde tudo começou.”

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