A Polícia Judiciária (PJ) deteve, em Almeirim, um cidadão estrangeiro, de 31 anos, por suspeitas de abuso sexual de crianças agravado e coação agravada, num caso investigado em contexto de violência doméstica.
Segundo a PJ, a detenção foi realizada através da Diretoria de Lisboa e Vale do Tejo, com a colaboração da GNR, existindo “fortes indícios da prática de abuso sexual de crianças agravado e coação agravada”. As vítimas são a companheira do suspeito, de 25 anos, e as duas filhas desta, com 9 e 10 anos, todas de nacionalidade estrangeira.
Os factos em investigação terão ocorrido desde 2023 até ao momento da detenção, na residência familiar, em Almeirim. De acordo com o comunicado da Polícia Judiciária, a família residia em Portugal há cerca de três anos e encontrava-se “bem integrada”, com ambos os membros do casal a trabalhar e as crianças, enteadas do detido, a frequentarem o 1.º ciclo do ensino básico.
A PJ refere que, desde 2023, as vítimas vinham a ser sujeitas a violência doméstica, incluindo agressões físicas e psicológicas. No caso da mulher, são ainda investigadas ofensas de natureza sexual.
O caso foi desencadeado na madrugada de domingo, quando a mulher surpreendeu o companheiro em circunstâncias indiciadoras de abuso sexual das menores. Segundo a Polícia Judiciária, a mãe interveio, permitindo que as crianças conseguissem fugir e pedir socorro.
Na sequência do alerta, a GNR deslocou-se ao local e ativou a Polícia Judiciária, tendo em conta a competência exclusiva da PJ na investigação de crimes de abuso sexual de crianças. As diligências urgentes ficaram a cargo da Secção de Investigação dos Crimes Sexuais.
A PJ sublinha que foram assegurados “os procedimentos urgentes tendo em vista assegurar o bom acompanhamento das vítimas” e que a detenção do suspeito ocorreu “em menos de 24 horas”. Para a detenção, refere ainda a polícia, foi decisiva a recolha de “sólidos elementos probatórios” que indiciam fortemente o homem da prática dos crimes em investigação.
O detido foi presente a primeiro interrogatório judicial, no Tribunal Judicial de Santarém, tendo ficado sujeito a Termo de Identidade e Residência e à obrigação de abandonar a residência.
