A NERSANT defende uma participação mais ativa das empresas na definição e adaptação dos Cursos Técnicos Superiores Profissionais, CTeSP, considerando que a oferta formativa deve acompanhar de forma mais próxima as necessidades do mercado de trabalho e as transformações económicas e tecnológicas dos territórios.
A posição foi assumida pelo presidente da NERSANT, Rui Serrano, durante a sessão “Uma Década de CTeSP, Avaliação e Futuro do Ensino Superior de Curta Duração”, realizada esta segunda feira, 7 de setembro, no Teatro Thalia, em Lisboa.
A iniciativa, que assinalou dez anos de existência dos CTeSP, reuniu responsáveis governamentais, instituições de ensino superior, entidades de desenvolvimento regional e representantes do tecido económico, tendo como um dos principais momentos a apresentação das conclusões e recomendações do estudo “CTeSP: Avaliação de uma Década de Cursos Técnicos Superiores Profissionais”.
A análise faz um balanço globalmente positivo desta oferta de ensino superior, mas aponta para a necessidade de reforçar a sua componente profissionalizante e a ligação efetiva ao mercado de trabalho, nomeadamente através de um maior envolvimento das entidades empregadoras na criação, atualização e acompanhamento dos cursos.
“As empresas não devem assumir apenas um papel de acolhimento de estudantes em estágio, mas participar também na identificação das competências necessárias e na adequação dos cursos às transformações económicas, tecnológicas e organizacionais dos territórios”, defendeu Rui Serrano.
Na região de Santarém, a associação empresarial identifica uma procura crescente de trabalhadores com qualificações intermédias em áreas consideradas estratégicas para a competitividade das empresas.
Entre as necessidades apontadas estão a transição verde e a sustentabilidade, automação industrial, manutenção e logística, transição digital e cibersegurança, agroindústria de precisão, contabilidade, fiscalidade e apoio à gestão.
A NERSANT tem procurado reforçar, nos últimos anos, a articulação entre as instituições de ensino superior e o tecido empresarial regional, promovendo parcerias na área da formação e apoiando a integração de estudantes nas empresas.
Um dos exemplos desta colaboração é a realização, nas instalações da associação empresarial, em Torres Novas, de duas edições do CTeSP em Contabilidade e Fiscalidade, numa parceria com a Universidade Politécnica de Tomar.
Para a NERSANT, o futuro deste modelo de formação deverá passar por uma concertação regional mais forte entre instituições de ensino superior, empresas e restantes entidades do território.
A associação considera que esta aproximação permitirá não só adequar melhor as qualificações às necessidades reais das empresas, mas também criar condições para atrair e fixar talento na região de Santarém, contribuindo para aumentar a competitividade e capacidade de inovação do tecido empresarial.
