Um homem de 42 anos ficou em prisão preventiva depois de ter sido detido pela PSP, em Vila Franca de Xira, suspeito de dois roubos cometidos sob ameaça de uma navalha. Uma das vítimas terá sido agredida e derrubada ao chão, sofrendo ainda um ferimento numa mão.

A detenção ocorreu no dia 4 de setembro e foi efetuada por elementos da Divisão Policial de Vila Franca de Xira, do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP.

Segundo a polícia, os agentes encontravam se em policiamento preventivo quando foram abordados por um cidadão que relatou ter sido vítima de um roubo sob ameaça de uma arma branca, concretamente uma navalha. O suspeito terá levado um isqueiro.

A vítima informou ainda os agentes de que o mesmo homem teria, momentos antes, abordado outro cidadão e roubado um chapéu, igualmente mediante ameaça e agressão com a navalha.

O segundo lesado confirmou a situação à PSP e relatou ter sido “ameaçado, agredido e derrubado ao solo”, tendo sofrido um ferimento num dedo de uma das mãos provocado pela navalha alegadamente utilizada pelo suspeito.

Com base nas características fornecidas pelas vítimas e na proximidade temporal dos dois casos, os agentes iniciaram diligências para localizar o suspeito, que acabou por ser intercetado pouco depois, nas proximidades do local onde ocorreram os factos.

De acordo com a PSP, o homem encontrava se na posse dos objetos que as vítimas identificaram como sendo os bens roubados, bem como de “uma navalha compatível com a descrita como tendo sido utilizada na prática dos factos”.

Durante a intervenção policial, vários cidadãos terão manifestado preocupação relativamente ao suspeito. A PSP refere que moradores e pessoas que circulavam na zona disseram que a presença do homem “gerava sentimentos de insegurança entre os residentes e transeuntes”.

Perante os indícios recolhidos, entre os quais o reconhecimento pelas vítimas, a recuperação dos objetos roubados e a apreensão da arma branca alegadamente utilizada, o homem foi detido e conduzido às instalações policiais.

O suspeito foi posteriormente presente a primeiro interrogatório judicial, tendo o tribunal determinado a aplicação da medida de coação mais gravosa, a prisão preventiva.