Apesar de em julho do ano passado, uma grande operação da GNR, ter desmantelado aquilo que era uma grande operação que, a partir de Samora Correia, colocava lanchas ao serviço dos traficantes de droga, a região poderá continuar a ser uma importante base para os traficantes de estupefacientes, tendo em conta a sua proximidade ao Oceano Atlântico.

Na madrugada desta sexta-feira, 15 de maio, a Polícia Marítima intercetou uma “narcolhancha”, que poderá ter iniciado a sua marcha nos territórios da Lezíria do Tejo.

De acordo com as informações divulgadas pela Polícia Marítima (PM), o Grupo de Ações Táticas (GAT), detetou uma embarcação a alta velocidade, a navegar em direção à saída do Porto de Lisboa, tendo depois feito a sua “interceção e apreensão”, bem como detido quatro homens, de nacionalidade espanhola, que circulavam na mesma.

A lancha, cujas “evidências apontam para que se tratava de uma “narcolancha”, refere a Polícia Marítima, estaria “destinada a operações de suporte logístico marítimo de longa duração, a centenas de milhas da costa portuguesa”, pois tinha no seu interior,  6,5 toneladas de combustível, mantimentos para vários dias de permanência no mar, material sobressalente e, ainda, diversos equipamentos de grande relevância para o processo de investigação criminal.

No interior da lancha, que estava preparada para funcionar como “hub” logísticos de apoio ao narcotráfico no alto mar, estava também uma grande quantidade de alimentos, que viriam a ser entregues a uma instituição de solidariedade social. 

Os homens, que tentaram furtar-se à Polícia Marítima, serão agora presentes ao Tribunal, para aplicação das medidas de coação tidas por convenientes.