O valor mediano das avaliações bancárias da habitação continua a subir na região, com Rio Maior, Cartaxo e Almeirim a registarem alguns dos aumentos homólogos mais expressivos em julho. Entre os concelhos analisados pelo NS, Vila Franca de Xira mantém, contudo, o valor mais elevado, atingindo os 2.760 euros por metro quadrado.
Os dados constam da informação divulgada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) relativa a julho de 2026. A nível nacional, o valor mediano da avaliação bancária fixou-se em 2.240 euros por metro quadrado, mais 12 euros do que em junho e 15,2% acima do registado no mesmo mês do ano passado.
Na Lezíria do Tejo, o valor mediano atingiu os 1.758 euros por metro quadrado, ainda bastante abaixo da média nacional, mas com um crescimento homólogo significativamente superior. Em julho de 2025, o indicador encontrava-se nos 1.444 euros, o que corresponde a uma subida de cerca de 21,7% num ano. Face a junho, quando se situava nos 1.739 euros, o aumento foi de aproximadamente 1,1%.
Entre os concelhos acompanhados pelo NS, Vila Franca de Xira apresenta o valor mais elevado, com 2.760 euros por metro quadrado. É também o único dos concelhos analisados com um valor superior à mediana nacional. Há um ano, a avaliação mediana naquele município situava-se nos 2.309 euros, representando uma valorização homóloga de 19,5%.
Segue-se Azambuja, onde a avaliação bancária chegou aos 2.075 euros por metro quadrado. O concelho registou ainda uma das maiores subidas mensais, passando dos 1.966 euros em junho para os 2.075 euros em julho, um aumento de 5,5%. Em comparação com julho de 2025, quando o valor era de 1.741 euros, a subida atinge 19,2%.
Benavente surge logo depois, com uma avaliação mediana de 1.955 euros por metro quadrado. Neste caso verificou-se uma ligeira descida face aos 1.966 euros registados em junho, mas o crescimento homólogo continua a ser expressivo. Em julho do ano passado, o valor situava-se nos 1.598 euros, traduzindo uma subida de 22,3% num ano.
Em Santarém, a avaliação mediana atingiu os 1.788 euros por metro quadrado, acima dos 1.781 euros registados no mês anterior. Em julho de 2025, situava-se nos 1.520 euros, pelo que a subida homóloga é de 17,6%.
Rio Maior sobe mais de 42% num ano
O maior crescimento homólogo entre os concelhos com informação disponível ocorreu em Rio Maior. O valor mediano passou de 1.156 euros por metro quadrado, em julho de 2025, para 1.649 euros em julho deste ano, correspondendo a uma subida de 42,6%.
O Cartaxo apresenta igualmente uma valorização muito expressiva. A avaliação mediana passou de 1.291 euros por metro quadrado para 1.764 euros no espaço de um ano, um crescimento de 36,6%. Só entre junho e julho deste ano, o indicador subiu de 1.679 para 1.764 euros, cerca de 5,1%.
Em Almeirim, o valor mediano atingiu os 1.718 euros por metro quadrado. Há um ano era de 1.328 euros, representando uma subida de 29,4%. Face a junho, quando estava nos 1.699 euros, registou-se também um aumento de 1,1%.
Salvaterra de Magos apresenta praticamente o mesmo valor de Almeirim, com 1.719 euros por metro quadrado. A subida mensal foi de 1,4%, enquanto em termos homólogos o crescimento se ficou pelos 6,6%, o mais reduzido entre os concelhos da Lezíria para os quais é possível estabelecer uma comparação anual.
Coruche apresenta o valor mais baixo entre os municípios para os quais o INE divulga uma mediana em julho, com 1.545 euros por metro quadrado. O concelho registou ainda uma queda significativa face a junho, mês em que o indicador se encontrava nos 1.673 euros, correspondendo a uma redução mensal de 7,7%.
Não é possível calcular a evolução homóloga de Coruche através destes dados, uma vez que o valor referente a julho de 2025 está assinalado pelo INE como confidencial.
Para Alpiarça, Chamusca, Golegã e Mora, o INE também não divulga o valor mediano global da habitação em julho, classificando essa informação como confidencial. A designação utilizada pelo instituto significa que os dados existem, mas não podem ser apresentados publicamente nas condições definidas para esta operação estatística.
Apartamentos ultrapassam os 2.800 euros em Vila Franca de Xira
As diferenças tornam-se também evidentes quando são analisados separadamente apartamentos e moradias.
Nos apartamentos, Vila Franca de Xira apresenta uma mediana de 2.811 euros por metro quadrado, seguida de Benavente, com 2.050 euros, Santarém, com 1.883 euros, e Almeirim, com 1.879 euros. Nos restantes concelhos abrangidos pela análise, os valores de julho surgem como confidenciais ou não disponíveis.
Na Lezíria do Tejo, a avaliação mediana dos apartamentos atingiu os 1.888 euros por metro quadrado, contra 1.500 euros em julho do ano passado, representando um aumento de cerca de 25,9%.
Nas moradias, Vila Franca de Xira volta a destacar-se, com 2.388 euros por metro quadrado. Salvaterra de Magos apresenta 1.727 euros, Cartaxo 1.723 euros, Benavente 1.655 euros, Rio Maior 1.639 euros, Coruche 1.585 euros, Santarém 1.524 euros e Almeirim 1.512 euros.
Neste segmento, Rio Maior regista uma subida particularmente acentuada. A avaliação das moradias aumentou de 1.029 euros por metro quadrado em julho de 2025 para 1.639 euros em julho deste ano, um crescimento de cerca de 59,3%.
A nível nacional, o INE contabilizou cerca de 34,1 mil avaliações bancárias em julho, mais 1,4% do que no mês anterior e mais 0,6% em comparação com julho de 2025.
Os valores da avaliação bancária refletem as avaliações efetuadas no âmbito de processos de crédito à habitação e não correspondem diretamente aos preços pelos quais os imóveis são colocados no mercado ou efetivamente vendidos.
