A presidente da Câmara Municipal de Salvaterra de Magos, Helena Neves, fez na última reunião do executivo municipal um balanço dos primeiros seis meses de mandato, assumindo que este foi um período “particularmente exigente”, marcado pelas intempéries que atingiram o concelho e pela necessidade de reorganizar serviços e prioridades.
“Estes foram momentos particularmente exigentes. Meses em que tivemos de responder ao imediato, sem perder de vista o essencial”, afirmou a autarca, sublinhando que “governar não é apenas resolver o problema do dia seguinte. Governar é criar condições para o futuro”.
Helena Neves recordou os efeitos das intempéries no território, referindo que “vimos estradas afetadas, passos danificados, famílias preocupadas e um território colocado à prova”, destacando, ao mesmo tempo, a resposta dada pelos trabalhadores municipais, bombeiros, forças de segurança, juntas de freguesia e serviços de proteção civil.
“Foi necessário agir com rapidez, com responsabilidade e capacidade de coordenação”, afirmou, acrescentando que o município teve de “reorientar prioridades” sem “suspender a estratégia para o concelho”.
Na intervenção, a presidente da autarquia destacou também o processo de reorganização interna dos serviços municipais, defendendo a necessidade de “construir uma Câmara Municipal mais eficiente, mais próxima das pessoas e mais preparada para responder aos desafios do presente e do futuro”.
“Uma governação não vive apenas de anúncios, vive de capacidade de execução”, declarou.
A reorganização do Serviço Municipal de Proteção Civil foi apontada como uma das prioridades do executivo, numa “aposta estratégica na prevenção, coordenação e preparação do território para responder a situações de emergência e risco”.
Helena Neves destacou igualmente o potencial económico e turístico do concelho, defendendo a necessidade de “crescer sem perder identidade”.
“A falcoaria real, a Escaroupim, o rio Tejo, os bordados de Glória do Ribatejo, a cultura ribatejana, a agricultura e o património natural e gastronómico não são apenas elementos simbólicos do território, são ativos estratégicos”, afirmou.
A autarca revelou ainda que o município tem mantido contactos com membros do Governo, investidores e empresários, procurando preparar o concelho para os desafios associados ao novo aeroporto, à pressão urbanística e às novas dinâmicas empresariais da região.
No balanço apresentado, Helena Neves enumerou vários investimentos em curso, entre os quais intervenções no Centro de Saúde de Salvaterra de Magos, no pavilhão gimnodesportivo dos Foros de Salvaterra e Várzea Fresca, na ampliação da Creche Mãe Galinha e em diversas vias municipais.
A presidente destacou também o aumento do valor e do número de bolsas de estudo atribuídas a estudantes do concelho, o lançamento da agenda cultural “Viver Salvaterra” e o reforço das iniciativas de proximidade nas freguesias.
“Este executivo acredita no diálogo institucional, no respeito democrático e na construção de soluções com sentido de responsabilidade”, afirmou, defendendo que “o interesse do concelho deve estar acima das diferenças políticas”.
No final da intervenção, Helena Neves garantiu que o executivo está focado “na capacidade de concretização”, assumindo como objetivo “construir um concelho mais preparado, mais qualificado, mais competitivo, mas também mais próximo, mais coeso e com mais oportunidades para todos”.
