A Câmara Municipal de Santarém apresentou no Salão Imobiliário de Lisboa o programa “Centro Vivo 2025-2035”, um plano de investimento a 10 anos para a revitalização do Centro Histórico e da Ribeira, com intervenções em habitação, comércio, património, mobilidade e ligação ao Tejo, num investimento que deve ultrapassar os 95 milhões de euros. O objetivo é devolver vida a estes territórios e reforçar a sua capacidade para acolher residentes, investimento, comércio e atividade cultural.

Na apresentação, o presidente da Câmara, João Leite, deixou claro que o município quer passar da intenção à execução. “Hoje não venho apresentar um plano teórico. Venho apresentar um compromisso. Um programa de investimento e de execução para o Centro Histórico e a Ribeira de Santarém”, afirmou. “Este é um programa para fazer”, acrescentou, sublinhando que o propósito é “voltar a ter um Centro Histórico vivido, com mais pessoas, mais atividade e mais uso no dia a dia”.

O programa organiza-se em várias áreas de intervenção, entre as quais economia e comércio, habitação e reabilitação urbana, espaço público e mobilidade, património e identidade, bem como a ligação à Ribeira e ao rio Tejo. Segundo o município, a estratégia pretende atuar de forma integrada para melhorar o quotidiano no centro da cidade e criar condições mais atrativas para viver, trabalhar, investir e visitar.

Entre os projetos estruturantes destaca-se a requalificação da antiga Escola Prática de Cavalaria, considerada a intervenção mais importante do programa. A operação dará origem a um novo polo com serviços municipais, residências de estudantes, a sede do Instituto Politécnico de Santarém, o Palácio da Justiça, o Museu de Abril e dos Valores Universais, uma unidade hoteleira e espaços de lazer e desporto. As residências de estudantes já estão em obra, segundo o município.

O antigo Presídio Militar será convertido em unidade hoteleira e o Mercado Municipal deverá reforçar o seu papel como espaço de dinamização económica e social, com programação regular e utilização contínua. Na área da habitação, o plano inclui a reabilitação do edificado, a aquisição de imóveis estratégicos e novas respostas para habitação jovem e residências de estudantes.

Também o património cultural integra a estratégia, com a requalificação do Teatro Rosa Damasceno para futura Casa das Artes e Cultura de Santarém, além de intervenções em igrejas, muralhas e encostas. No espaço público, o município prevê os Passadiços do Tejo, melhorias na acessibilidade pedonal, novas bolsas de estacionamento e reforço da videovigilância.

O plano inclui ainda a valorização da Ribeira de Santarém, com intervenção faseada na frente ribeirinha, desenvolvimento do Parque Natura Tejo, melhorias em Alfange e projetos de regeneração urbana para aproximar novamente a cidade do rio. A iniciativa entra agora em consulta pública entre 30 de abril e 30 de maio.

O município detalhou também as fontes de financiamento do programa Centro Vivo. O investimento público nacional deverá ascender a 18 milhões de euros, o financiamento bancário a 8 milhões de euros e o investimento privado é estimado em 58 milhões de euros.

Além disso, o programa conta com 2,2 milhões de euros do PRR e 8,2 milhões de euros do PT2030, ficando ainda por definir o montante do próximo quadro comunitário.

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