O distrito de Santarém destacou-se em 2025 como o território com maior atividade elétrica atmosférica em Portugal continental, segundo o mais recente boletim do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). Os dados revelam uma forte incidência de descargas elétricas, com particular expressão em vários concelhos da região, como Chamusca, Coruche e Benavente.

De acordo com o relatório, Santarém registou o maior número de descargas elétricas nuvem-solo em todo o país, com um total de 3.027 ocorrências, além de 9.603 descargas intra-nuvem. “Santarém foi o distrito que registou maior número de descargas elétricas atmosféricas em 2025”, refere o documento , sublinhando também uma densidade de 0,45 descargas por quilómetro quadrado por ano, uma das mais elevadas a nível nacional.

A nível concelhio, o destaque vai para a Chamusca, que surge como o segundo concelho do país com maior número de descargas nuvem-solo, totalizando 461 registos. Também Coruche, com 393 ocorrências, e Benavente, com 334, integram o grupo dos dez concelhos mais afetados pela atividade elétrica no último ano.

Segundo o IPMA, “os valores mais elevados de densidade de descargas elétricas concentraram-se numa faixa que abrange as regiões de Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo”, o que ajuda a explicar a forte incidência no distrito de Santarém .

O ano de 2025 ficou ainda marcado por uma elevada frequência de trovoadas, com 155 dias registados em Portugal continental, acima da média dos últimos anos. No distrito de Santarém foram contabilizados 56 dias com trovoada, reforçando o peso da região neste fenómeno meteorológico .

Em termos sazonais, o outono foi o período mais ativo, concentrando mais de 43% das descargas nuvem-solo. Novembro destacou-se como o mês com maior intensidade, incluindo um episódio excecional no dia 5, quando foram registadas mais de seis mil descargas num só dia .

Para o IPMA, estes dados evidenciam a importância de monitorizar a atividade elétrica atmosférica, fenómeno frequentemente associado a condições de instabilidade, precipitação intensa, vento forte e granizo. “A trovoada está geralmente associada a nuvens cumulonimbus e pode originar descargas elétricas, precipitação intensa e rajadas de vento”, explica o instituto .

A análise agora divulgada confirma o distrito de Santarém como uma das zonas mais vulneráveis a este tipo de fenómenos, com impacto direto em territórios agrícolas e rurais, onde a monitorização e prevenção assumem particular relevância.

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