A Marcha de Protesto do 1.º de Maio juntou esta quinta-feira cerca de uma centena de pessoas entre a Loja do Cidadão de Santarém e o Jardim da Liberdade, onde decorreram várias intervenções centradas na contestação ao novo Pacote Laboral que o Governo quer aprovar. A mobilização integrou-se nas comemorações do Dia do Trabalhador e terminou com críticas à proposta governamental, apontada como um “retrocesso” nos direitos dos trabalhadores.
Segundo Mário Santos, um dos organizadores, a reforma laboral em discussão não responde aos desafios trazidos pela evolução tecnológica e pela inteligência artificial, antes pelo contrário. “A solução para que nós tenhamos mais produtividade (…) é cortar os direitos aos trabalhadores”, afirmou, defendendo que é preciso modernizar o trabalho com formação e novas formas de organização, e não “dar passos atrás”.
O responsável salientou ainda que o pacote apresentado não esclarece de que forma as alterações propostas irão melhorar as relações laborais ou a produtividade. Na sua leitura, o Governo não apresentou medidas para usar a tecnologia “a favor de todos”, empresas e trabalhadores, e insiste num modelo que considera “uma agenda para o século XIX”.
Mário Santos argumentou também que o debate sobre produtividade e salários tem de ser olhado à luz da evolução das últimas décadas. Como exemplo, referiu o caso dos professores, sublinhando que, em muitos anos, não houve aumentos salariais reais no setor público, apenas atualizações indexadas à inflação.
A marcha terminou no Jardim da Liberdade, em Santarém, onde os participantes voltaram a apelar à rejeição do Pacote Laboral e à defesa de melhores condições de trabalho, salários e direitos para os trabalhadores, culminando no anúncio da greve geral marcada para 3 de junho.
The post Uma centena marchou em Santarém pela defesa dos direitos dos trabalhadores first appeared on Notícias do Sorraia.
