O vereador eleito pelo CHEGA na Câmara Municipal do Cartaxo apelidou de “lixeira a céu aberto” as casas abarracadas onde vive uma família cigana há quase 30 anos, junto à ponte da Vala da Azambuja, em Vila Chã de Ourique. A intervenção aconteceu durante a última reunião do executivo, na quinta-feira, 16 de abril.
O vereador do partido mais à direita da esfera política cartaxense afirmou que se trata de “um crime ambiental com total impunidade”, questionando o executivo que medidas estão a ser tomadas para resolver a situação que define como “inqualificável e que tem ser rapidamente resolvida”.
Em resposta ao eleito do CHEGA, o presidente da Câmara, João Heitor, questionou qual era o crime ambiental que estava a ser referido e quem seriam os eventuais autores, deixando ainda o apelo para que “contribuissem para a solução”, acrescentando que embora o munício não se demita de responsabilidades a situação já ultrapassou a esfera municipal e que será necessário “uma ação com um músculo diferente do que nós temos para impor e executar”.
“Era preciso uma intervenção para que aquelas pessoas percebessem que deveriam estar numa condição diferente”, garantiu o autarca. O líder do executivo PSD explicou que é uma “situação social muito difícil” que se arrasta há muito tempo e “que não se resolve com umas palavras agressivas de que há ali uma lixeira e um crime ambiental”, deixando a garantia que há muito mais que isso na situação daquela família.
Durante as cheias que afetaram o concelho do Cartaxo, no início de fevereiro, aquela família ficou com a casa completamente inundada devido ao aumento do nível das águas.
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