A Câmara Municipal de Vila Franca de Xira inaugurou formalmente esta terça-feira, 13 de maio, a nova Central Municipal de Operações de Socorro (CMOS), uma infraestrutura considerada pioneira na região da Grande Lisboa e que, em apenas seis meses de funcionamento, já coordenou cerca de 14 mil ocorrências de emergência.
O equipamento, que representou um investimento municipal de cerca de 500 mil euros em tecnologia e equipamentos, centraliza o despacho operacional dos seis corpos de bombeiros do concelho, permitindo uma resposta mais rápida, coordenada e eficiente às populações.
A cerimónia contou com a presença do presidente da Câmara Municipal, Fernando Paulo Ferreira, do comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Grande Lisboa, Hugo Santos, dos comandantes dos corpos de bombeiros e de representantes das associações humanitárias do concelho.
Para Fernando Paulo Ferreira, a inauguração representa “um momento de grande simbolismo e importância”, resultado de vários anos de trabalho conjunto entre autarquia, Proteção Civil e bombeiros.
“Esta nossa Central Municipal trata da concentração e distribuição de serviço por todas as entidades de bombeiros do concelho, o que tem permitido coordenar melhor os meios existentes no nosso território”, afirmou o autarca. “Dá para ver a diferença nos resultados em termos de resposta às populações e isso tem sido muito positivo para as pessoas.”
Segundo os dados apresentados, desde a entrada em funcionamento da CMOS, a 1 de outubro de 2025, foram coordenadas cerca de 14 mil ocorrências, na sua maioria emergências médicas, mas também incêndios, acidentes rodoviários e situações relacionadas com fenómenos meteorológicos extremos.
No último semestre, o concelho registou mais cerca de 1.650 ocorrências atendidas face ao mesmo período anterior, o que corresponde a um crescimento de 16% da resposta operacional.
Fernando Paulo Ferreira destacou ainda que “nenhuma ocorrência foi recusada” desde a entrada em funcionamento da central, sublinhando também o apoio prestado a municípios vizinhos, como Lisboa, Loures e Setúbal.
A eficácia da nova estrutura foi particularmente visível durante as tempestades que atingiram recentemente a região. “A CMOS teve um papel fundamental”, frisou o presidente da Câmara, considerando que os episódios climáticos extremos funcionaram como “uma demonstração absolutamente clara no terreno de que este é o caminho certo”.
O autarca salientou igualmente que a central não serve apenas para acelerar o socorro, mas também para melhorar a gestão dos recursos disponíveis. “Os corpos de bombeiros conseguem rentabilizar melhor os meios disponíveis e isso permite-nos também priorizar investimentos em equipamentos de proteção individual e melhoria das condições dos quartéis”, explicou.
A CMOS funciona com uma equipa de 15 técnicos especializados em coordenação de meios de socorro e gestão de ocorrências de proteção civil, operando de forma articulada com o CODU e os vários corpos de bombeiros do território.
Para António Carvalho, coordenador do Serviço Municipal de Proteção Civil, a rapidez de despacho dos meios é uma das maiores vantagens do novo sistema.
“O CODU pede-nos o serviço e no minuto seguinte o meio está despachado”, explicou. “Aquilo que ouvimos muitas vezes na comunicação social, pessoas à espera uma hora ou mais por socorro, não se passa no concelho de Vila Franca de Xira.”
O responsável lembrou que a central começou a ser desenhada em 2019 e entrou em funcionamento em outubro de 2025, após vários anos de preparação e articulação entre as corporações do concelho.
“Testámos na realidade aquilo que é a mais-valia de termos a Central implementada”, afirmou, referindo-se à resposta às tempestades de fevereiro. “A CMOS é um investimento e não um custo.”
O comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Grande Lisboa, Hugo Santos, considerou a infraestrutura “a primeira CMOS desta região”, destacando que vem reforçar “uma resposta mais rápida e articulada”.
Com a aproximação do verão e da época crítica de incêndios rurais, Fernando Paulo Ferreira assegurou que o concelho entra numa nova fase de preparação operacional.
“Este será o primeiro verão com a central plenamente operacional no combate aos incêndios rurais e estamos preparados como nunca até aqui”, garantiu.
